segunda-feira, 28 de março de 2016

6º dia: em Cambará do Sul

Amanheceu nublado e, após o café da manhã, fomos procurar as agências de turismo para ver os passeios que faríamos. Recebemos a informação que os Cânions Fortaleza e Itaimbezinho estavam com visibilidade "ZERO", cobertos por nuvens, e que seria jogar dinheiro fora ir até lá naquele dia! "Quem sabe amanhã?", nos disseram... Também fazer a visita às cachoeiras estava prejudicada, pois, devido às constantes chuvas que haviam caido na região, o nível dos rios estava alto, dificultando a passagem de veículos, mesmo aqueles "Land Rovers 4 x 4"...
Land Rovers 4 x 4

Resignamo-nos, então, a fazer algo ali pela cidade. Aproveitei para trocar uma lâmpada do pisca-pisca do Celta, comprei vinho em um supermercado, comemos alguma coisa na lanchonete da Regina porém, em seguida, tomamos coragem e, lá pelas 2 da tarde, rumamos para o Cânion do Itaimbezinho, com nosso carro mesmo, "e seja o que Deus quiser!".
Cânion do Itaimbezinho/Cachoeira das Andorinhas

Depois mais de uma hora dirigindo e de 18 km de estrada de terra e pedras soltas, chegamos e, O SOL HAVIA APARECIDO! A visibilidade estava ótima! Soubemos, na pousada, que pessoas com mais de 60 anos (idosos?!) não pagam para ingressar no Parque Nacional Aparados da Serra, onde ficam os cânions. Para entrar pagamos só pelo estacionamento do automóvel, R$5,00. Existem duas trilhas, uma mais longa, a do "Cotovelo" (3 horas ida e volta saindo da sede do Parque) e outra mais curta, a do "Vértice", 40 minutos para ir e 40 para voltar, de onde é possível contemplar a Cachoeira das Andorinhas, lindíssima. Pelo adiantado da hora, já eram quase 14:30 h, fizemos só a menor. mas o visual é deslumbrante, inacreditável de tão bonito! Só indo lá para crer! A do Vértice fecha às 15:00 h, por motivo de segurança. Aí, felizes da vida depois de curtir este visual fantástico, retornamos para a cidade, não sem antes dar uma paradinha na "Sabores da Querência", um sítio que produz artesanalmente, e comercializa no local, geléias de frutas e antepastos D - E - L - I - C - I - O - S - O - S!
degustação no sítio "Sabores da Querência"

Só para se ter idéia, quando a gente chega na lojinha, que também funiona como cafeteria, é oferecida uma degustação de todos produtos, cada um mais gostoso que o outro! As frutas utilizadas na fabricação das geléias, em sua grande maioria, são produzidas ali mesmo ou, então, em outros sítios nas redondezas. Após experimentarmos todos, compramos alguns exemplares para trazer para casa e seguimos viagem. Fomos à pousada e nos preparamos para irmos jantar. Escolhemos o "Restaurante e Lancheria da Regina", onde é oferecido e aceitamos a idéia de experimentar o "Filé a Parmegiana" para dois!
Filé a Parmegiana

Comemos muito bem, tomamos uma deliciosa cerveja argentina "Patagonia"
e, devidamente "forrados", fomos dormir, com a sensação de que havíamos "ganhado o dia" com o passeio realizado!

domingo, 27 de março de 2016

5º dia: de Urubici a Cambará do Sul

Na noite anterior pesquisamos na internet, utilizando um computador do SESC (gratuitamente!) e os mapas rodoviários dos estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, as opções de estradas para irmos de Urubici para Cambará do Sul. A 1ª era uma estrada quase toda sem pavimentação, com aproximadamente 173 km, passando em São Joaquim e em São José dos Ausentes. Outra seria descermos a Serra do Rio do Rastro e pegarmos a BR-101, até perto de Torres, entrarmos para Praia Grande (RS) e rodarmos uns 22 km de terra até Cambará (359 km no total). E a última, a que escolhemos por ser totalmente pavimentada, era irmos a São Joaquim, depois Lages, em seguida Vacaria, onde entraríamos para Bom Jesus, Tainhas e, finalmente, Cambará do Sul, depois de rodarmos por 456 km. Então, depois do café da manhã, de arrumarmos as bagagens no porta-malas do carro e pagarmos o restante da conta, despedimo-nos da Tayonara, agradecendo sua atenção por tudo. Abastecemos e seguimos para São Joaquim, onde nem paramos. É uma cidade maior, com trânsito mais pesado e que deve ser muito legal quando está frio e nevando! Dali fomos até Lages, onde fizemos um pequeno lanche, afinal já passava do meio-dia e meia... Em Vacaria passamos direto pela entrada para Bom Jesus: paramos para perguntar e tivemos que retornar por uns 3 km. O trecho da BR-285 tem algunmas pequenas interrupções da pavimentação e requer bastante atenção. Um pouco antes de alcançarmos Tainhas pegamos um temporal, mas como o trânsito de veículos estava bastante leve, passamos sem problemas. Uns 10 km antes de Cambará do Sul também choveu muito e chegamos lá debaixo de água. 
Num posto de gasolina, já na cidade, obtivemos as informações de como chegar na "Pousada Recanto das Gralhas", onde fomos recebidos pelo Edson, o proprietário, muito gentil, que nos acomodou no "Ninho das Curicacas", nome de uma ave bastante comum no sul do Brasil mas que, infelizmente, está em extição... Depois de um reconfortante banho, pedimos ao proprietário umas dicas para jantar e ele nos forneceu a lista com diversas opções. Escolhemos ir ao "Zuppa", especializado em sopas, o que iria cair muito bem depois de mais de 6 horas de viagem um tanto quanto tensa e cansativa. A casa só abriria às 19:00 h e, como ainda faltavam uns 20 minutos, ficamos numa loja de souvenires, ao lado, pesquisando e batendo um papo com a proprietária, muito simpática. 

capeletti no Zuppa

Chegou a hora, então, do jantar. Só eu e minha esposa estávamos no restaurante. Escolhemos uma porção de bruschettas, eu pedi um capeletti e ela uma creme de ervilhas. Tomamos uma cerveja, serviram a entrada e, quando chegaram as cumbuquinhas com as sopas, foi uma decepção: pouca quantidade e nada especiais, inclusive as torradinhas que acompanhavam pareciam que estavam aguardando para serem servidas há tempo! A conta? Surpreendentes R$82,00 (cada sopa custou entre R$25 e R$28!). Pagamos, voltamos para a pousada e fomos dormir.

4º dia: ainda em Urubici

Cascata Véu da Noiva
Serra do Corvo Branco
Amanheceu bastante nublado... De posse da autorização, partimos para o "Morro da Igreja", de onde avistaríamos a "Pedra Furada" e outras maravilhas da serra catarinense. A estrada, com 32 km, asfaltada, tem poucos trechos sem pavimento, porém com muitas curvas perigosas. Chegamos lá em cima e estava tudo totalmente coberto por uma nuvem: não conseguimos ver NADA! Voltamos e fomos visitar a " Cascata Véu da Noiva", onde há uma estrutura de pousada, bar e restaurante (para chegar até a cascata, paga-se R$5,00 por pessoa). De lá fomos à "Serra do Corvo Branco" onde encontramos um casal mineiro de Itabirito viajando numa moto Transalp, acompanhado do seu filho numa Suzuki 1300. Esta estradinha, com curvas em "cotovelos" que só vendo para crer, é uma obra de arte da engenharia rodoviária, com certeza! Mas está em obras e o tráfego por ela é arriscado... Dali voltamos à cidade e fizemos um lanche no posto de combustíveis Texaco Serra Azul, onde fica um bar/café/lanchonete interessantíssimo, cujo tema é o automóvel: até os banheiros são temáticos e o caixa fica num Ford Falcon estacionado metade do lado de fora e metade do lado de dentro da loja! Uma grande variedade de cervejas artezanais pode ser encontrada ali!
Posto Serra Azul

Ainda neste dia visitamos a "Cascata do Avencal"(R$5,00 por pesso para entrar), 
Cascata do  Avencal
depois as "Inscrições Rupestres" (se você não tiver um guia não conseguirá entender...) e chegamos a ir até a pousada onde se inicia um percurso de 800 m a pé para visitar a "Cachoeira da Neve" (também se paga uma taxa), mas desistimos: já era final da tarde e estávamos um tanto cansados para caminhar... Retornamos à pousada, tomamos um reconfortante banho e fomos jantar no SESC: eu comi a truta grelhada e minha esposa um risoto. Como sempre, tudo gostoso e bem servido.
Truta grelhada

Dali fomos até o galpão ónde havíamos assistido o show musical na noite anterior e pegamos o finalzinho da apresentação de uma cantora clássica, cujo nome não me recordo... Em seguida fomos dormir!

quarta-feira, 23 de março de 2016

3º dia: de Floripa a Urubici

Pousada das Flores
Depois do café da manhã na pousada, acertamos as contas e partimos rumo a Urubici, 169 km distante, via BR-282. Ficamos impressionados com o engarrafamento do trânsito no sentido São José, que fica no continente, para Florianópolis! Muitos quilômetros de filas duplas de automóveis, caminhões e ônibus! Após uma tentativa frustrada de visitar alguma estação de águas termais, voltamos à BR e só paramos, por volta das 11:00 h, numa lancheria na beira da estrada. Chegamos em Urubici por volta da uma da tarde, encontramos a Pousada das Flores (R$117 a diária via booking.com), deixamos a bagagem no quarto e saimos buscando informações sobre passeios, pontos turísticos, etc. A recepcionista Tayonara, muito simpática, nos disse que, a duas quadras dali, está o SESC, onde íamos encontrar tudo que precisávamos. Importante mencionar que no SESC também há um restaurante aberto ao público, com ótimos pratos e preços! Nesta tarde pegamos um estradinha de terra e pedras soltas, uns 7 km, e fomos até as "Sete Quedas", um conjunto de 

Rio Sete Quedas
cachoeiras cuja trilha parte da sede de uma fazenda (paga-se uma pequena taxa para visitar) e vai por dentro do córrego e pelas margens até chegar na última queda d'água. Não topamos fazer a trilha porque demora umas três horas e acompanhado por um guia. E tem que molhar os sapatos... Então voltamos para a estradinha e rumamos para o "Morro do Campestre", mais 2 km. 

Morro do Campestre: Pedra Furada

O acesso também é pelo interior de uma fazenda e igualmente paga-se R$5,00 por pessoa para ingressar. A estradinha para ir até o topo é "tensa", pelo menos para um Celta 1.0... Com um 4 x 4 vai fácil! Deixamos o carro no meio do caminho e subimos a pé. Valeu a pena: o visual é lindo e a Pedra Furada também é muito interessante. Retornamos para a cidade e fomos até o escritório da ICMBio pegar uma autorização para irmos, amanhã, ao Morro da Igreja (não se paga nada por ela!). Na pousada tomamos um banho e saimos para jantar. Escolhemos o SESC, onde experimentei o "entrevero", prato típico do sul do país, composto por rodelas de linguiça, iscas de carne suina e bovina refogadas com cebolas, tomates e pimentões fatiados e pinhão cozido, junto com tempero verde, acompanhado de farinha de mandioca e fatias de pão! 


Entrevero
Minha esposa pediu uma truta grelhada com batatas sautê e arroz, muito gostosa! Acompanhamos com uma garrafa de vinho da região, um corte de cabernet sauvignon e merlot produzido pela "Serra do Sol". A conta? R$102,50, incluindo a taxa de 10%. Depois desta maravilhosa refeição, fomos assistir a um show do cantor Dudu Fileti, gratuito, no galpão ao lado do SESC. Encerrada a sessão, lá pelas 10 da noite, fomos dormir...

terça-feira, 22 de março de 2016

2º dia: ainda em Florianópolis

Praia dos Ingleses
Depois do nosso café da manhã no quarto e, como o tempo estava nublado (a previsão anunciada era de chuva...), colocamos roupas adequadas para tal, ou seja, tênis, calça impermeável e camiseta de manga comprida! Pegamos o Celta e saimos da pousada, quando começou a esquentar! 5 minutos depois retornamos e trocamos as roupas: bermudas, sunga, camiseta e chinelos... Aí sim, partimos para as praias. Fomos à dos InglesesJurerê Internacional 
 Jurerê Internacional
Praia da Lagoinha
 e aconchegante da Lagoinha, onde nos deliciamos nas águas frias, mas não geladas, e limpíssimas! À tardinha partimos para um local gastronômico denominado Ribeirão da Ilha, onde ficam fazendas de cultivo de ostras e restaurantes especializados em sua preparação. Na sequência nos dirigimos para Santo Antônio de Lisboa, outro local gastronômico, onde sentamos numa mesa, na calçada, de um bar/restaurante e nos deliciamos com, além da paisagem, pastéis de frutos do mar e cervejas geladíssimas! Retornamos ao hotel e, depois de um refrescante banho, saimos para jantar nas proximidades. Escolhemos o  Rosa Restaurante, onde comemos "corvina grelhada" com arroz, fritas e salada (R$58,00 o prato para dois), e tomamos cerveja. Devidamente abastecidos, voltamos para a  pousada e fomos dormir.

Santo Antônio de Lisboa
Ribeirão da Ilha


1º dia: Florianópolis


Mercado Público
Acordamos, tomamos um belo café da manhã no hotel (incluido na diária de R$164,70, usando o booking.com), fizemos o check-out, saimos para uma volta pelo calçadão da orla e, em seguida, uma visita ao Mercado Público, pertinho do hotel. Lá tomamos dois chopps de 500 ml e comemos dois pastéis, um de camarão e um de bacalhau: R$57,10 (!!!!), na "Balcão Mané"). Saimos dali, pegamos um ônibus (o terminal está a poucos passos!) e fomos até o aeroporto, pegar o carro que alugamos na FOCO Locação de Veículos. Nos entregaram um Celta 1.0 4 portas, com ar condicionado, claro... Voltamos ao hotel, pegamos nossas malas, que haviam ficado guardadas numa sala própria para isso, e rumamos para a Lagoa da Conceição, mais precisamente para a pousada Mount Zion Guest House, onde ficamos hospedados por duas noites. Muito arrumadinha, pagamos R$127 cada noite, e não servem café da manhã. Mas tem uma mesa com duas cadeiras e um micro-ondas no quarto e você pode pode pegar pratos e talheres na recepção para utilizá-los.
Mount Zion Guest House



Praia da Joaquina

Maria Farinha Grill

Fomos a um supermercado e nos abastecemos com algo para o café da manhã. Em seguida rumamos para a lindíssima Praia da Joaquina, que fica a pouco mais de um quilômetro da pousada. À noite saimos para jantar no Maria Farinha Grill, ali perto, onde saboreamos deliciosos pratos com filés de peixe (R$144,10, incluindo uma caipirinha e uma cerveja e os 10% ).

Primeira parada: Florianópolis


Eu e minha esposa saimos de Vitoria, ES, dia 4 de março, num vôo da TAM, com escala em Congonhas. Chegamos em Floripa às 22:00 h e fomos dormir no Hotel Castelmar, no centro da cidade. O táxi custou R$50,00 e a viagem demorou uns 20 minutos. 

Algumas informações importantes

estradas de terra e pedras soltas

- As estradas de acesso aos pontos turísticos, tanto em Urubici (SC) quanto em Cambará do Sul (RS), são péssimas: terra e pedras soltas!

- Em Urubici há um escritório do SESC, com todas informações turísticas necessárias, mapas e outros detalhes, além de uma exposição de fotos da região e um ótimo restaurante, com preços imbatíveis!


- Cambará do Sul tem 3 farmácias e elas fecham às 18:30 h: se precisar de alguma medicação, após este horário, tem que ir para o hospital!

- Se você entrar no google e procurar uma agência do Banco do Brasil em Cambará do Sul, ele vai te indicar. Só que não é uma agência: nos Correios o atendente tem uma maquininha igual à dos cartões de crédito, que permitem aos correntistas do BB sacarem dinheiro e tirarem extratos! E só!